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"Onde é o lugar da terra habitado pelo bafo trevoso da morte?"
A obra de Álvares de Azevedo pede ao leitor que não se esqueça:
Seu Autor morreu inedito*
Com exceção da plaqueta de um discurso comemorativo e de paginas esparsas
nos jornais de âmbito acadêmico, toda ela , poesia e prosa, é póstuma.

Ronald de Carvalho assegura que Álvares de Azevedo foi amado e imitado como ninguém antes
o fora, e basta acompanharmos as minuciosas notas nos radapés da edição
de Homero Pires* para conhecermos á exaustão o quanto seu versus se
intertextualizaram e se modularam desde então.

A marca estrutural de o conde lobo
A micelânea de gêneros fragmentados, a flutuação entre narrativa, erupção lírica, diálo-
gos com notação teatrais, confissão, descrição(por vezes altirissonante) e a alteração da
disposição estrófica ou da medida do verso, enfim, isso sela essa espécie insólita de
drama estático - também invade, em maior ou menor grau, a Lira e as Diversas .
É o que ocorre nos "Meus sonhos" , "Glorias moribundas" , "Um cadáver de poeta":
em " tarde de outono" e " A tempestade" (primeira parte) ; em "Boêmios"
(segunda parte) , onde então a filiação da voz lirica ao mito de Byron é traduzida
na deposição da fronte no sudário de D.juan, como em "colo de mãe".

"eis aqui um comentário muito breve dessa obra de inestimável valor para literatura brasilera"
"estaremos no decorrer dos dias complementando essa pagina"